Conselhos de viagem · Quando ir · 6 min
A melhor altura para ir não é a que toda a gente escolhe
Agosto é o pior mês para metade dos destinos que as pessoas escolhem em agosto. Um guia rápido de quando ir a oito sítios, e o que se ganha em trocar duas semanas.
Publicado a 2 de julho de 2026

A pergunta que mais me fazem não é «para onde vamos». É «quando é que vale a pena ir». E a resposta quase nunca é o mês em que toda a gente vai.
Escolher a altura certa é, de longe, a decisão que mais muda uma viagem. Muda o preço, muda as filas, muda o calor que se apanha e muda aquilo que se chega a ver. Duas semanas de diferença podem valer mais do que mil euros de orçamento extra.
Oito destinos e o mês que eu escolheria
- Japão — final de março a meados de abril, ou novembro. Evitar a Golden Week, no início de maio.
- Tailândia — dezembro a fevereiro. Em agosto chove a sério no sul.
- Islândia — junho para as estradas todas abertas, fevereiro para as auroras.
- Marrocos — março a maio. Julho e agosto em Marraquexe são um exagero.
- Nova Iorque — final de setembro a início de novembro.
- Tanzânia — junho a outubro para o safári, com a migração a mudar de sítio ao longo desses meses.
- Itália do sul — maio ou setembro. Agosto está cheio e metade dos restaurantes fecha.
- Noruega — junho e julho, sem grande alternativa se quiser os fiordes acessíveis.
O erro que custa mais caro
Não é ir na época errada. É reservar tarde para a época certa. Os alojamentos bons nos meses bons esgotam com oito a dez meses de antecedência, e o que sobra é caro e mediano.
Se tem flexibilidade nas datas, diga-o logo na primeira conversa. É a informação que me deixa poupar-lhe mais dinheiro.
Se as suas férias são em agosto e não há nada a fazer quanto a isso, também há resposta: há destinos que funcionam bem em agosto e que quase ninguém considera. É disso que falamos.
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